7 de janeiro de 2011

Parece que até Deus está descontente com Itirapina.



A cidade está sendo literalmente tragada para o fundo do poço, se antes era só a falta de capacidade administrativa e os gastos desnecessários com empresas e consultores que nada ou pouco devolvem ao município, agora é a revanche da natureza que traz mais dissabores aos moradores da pacata cidade de Itirapina.
Em meio à crise financeira que o governo se encontra em seu segundo ano consecutivo, aliado ao corte de benefícios sociais à população mais carente, o caixa da prefeitura terá que enfrentar e arcar com obras emergenciais para reparar estragos causados pelas chuvas torrenciais que tem atingindo várias partes do país e também nossa cidade.
Num simplismo digno desse governo atual onde a não existe uma equipe técnica capacitada para enfrentar os problemas cotidianos de uma cidade, fica evidente que tentará jogar toda a culpa na natureza pelos momentos de desespero que os moradores da rua quatro e cinco passaram na tarde do dia 6 próximo passado.
Entretanto não é de hoje que o poder executivo tem sido alertado no sentido de solucionar o problema de alagamento que ocorre a cada chuva mais forte que atinge o local. Na verdade alguns moradores contrariando o curso da natureza invadiram um terreno por onde as águas da chuva faziam seu caminho natural, inclusive com a colocação de muros. Somado a isso a região que no passado era uma várzea foi habitada e o solo impermeabilizado. Nas casas afetadas a maioria não possui uma área verde por onde a água possa penetrar.
O poder público pode até fazer vistas grossas a essa situação, mas a natureza não e cobra o que sempre lhe pertenceu avançando por onde sempre passou. Com isso vem causando estragos e danos matérias aos moradores.
O retrato dessa situação espelha bem o que ocorre com esta administração, as galerias pluviais que deveriam ser feitas há vários anos tem sido proteladas em função da manutenção de uma máquina construída para alimentar uma estrutura em forma de cartel que se instalou no município. Há anos que são sempre as mesmas empresas e consultores que consecutivamente mandato após mandato conseguem se manter  a despeito das leis do país exigirem um processo transparente e público de licitação, onde a concorrência deve garantir um melhor serviço a população. Já faz mais de seis anos que isso não acontece e as figurinhas carimbadas são sempre as mesmas.
Agora num desespero de manter o “status quo “ e garantir que todas essas empresas e consultores continuem recebendo em dia da prefeitura, benefícios sociais estão sendo cortados. Como a distribuição de cestas básicas para a população carente e importantes projetos sociais que  estão sendo encerrados, tudo em nome de uma falsa economia que trará equilíbrio as contas do município.
Embora essa administração tente jogar areia nos olhos da população, todos sabem que não é isso que causa o rombo no erário e sim os contratos milionários feitos dentro de quatro paredes e que trazem benefícios a alguns poucos. Somente o que é pago para uma empresa de informática que não mantém um único representante formal na cidade, daria para comprar mil cestas básicas todos os meses.
O pior de tudo isso é que segundo analistas consultados, não existe na cidade nenhum político com isenção suficiente para enfrentar este cartel, nem um que tenha perfil para buscar no Ministério Público apoio para rever a legalidade desses contratos e acabar de vez com o câncer que tantas metástases possui nas contas públicas. A renúncia do prefeito seria segundo eles, a troca do seis pela meia dúzia, já que o poder no município não emana mais do povo e sim destes poderosos de plantão.
Cabe a nós cidadãos de bem, esperar pelo alto e suplicar por um cataclisma maior, capaz de aplacar toda essa iniqüidade moral, já que aos homens de boa vontade se mostram impotentes diante de todo esse caos.
Espero que um dia exista uma luz no fim do túnel...

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